A Defesa Civil não trabalha, não vistoria áreas, não libera, não dá segurança, é omissa, é irresponsável. As estradas estão como antes, interrompidas, intransitáveis, inexistentes. As crianças não conseguem ir as aulas. Os desabrigados se amontoam em alojamentos há três meses. Os ribeirões assoreados, desviados ainda não servem como fonte de água, trabalho e vida. Nenhuma orientação técnica. Os agricultores sem assistência alguma. Não plantam, não criam os animais, não se sustentam. Os rizicultores sem condições de recomeçar; o preparo dos tabuleiros, da terra começa agora e está comprometido. Como prover, sustentar, reconstruir, viver se não há como trabalhar, se não se tem a independência, a autodeterminação? Parece que tudo é feito para a dependência, para a desmoralização, a humilhação, a tutela. Desde a prefeitura – que devia liderar o processo de reconstrução – até o governo Federal. “Só queremos reconstruir. Temos capacidade de dar a volta por cima. Só queremos o mínimo e o que nos foi prometido”, resume Tatiana. Acorda Ilhota.
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