A privatização da Celesc está em curso. E ela já provocou uma baixa: a renúncia do presidente da holding, o político, candidato a candidato a governador, ex-vice-governador e presidente do PMDB, Eduardo Pinho Moreira. Esta é a notícia que se dá. Mas, por detrás está um jogo político e financeiro intrincado, todavia, bem perceptível.
As cartas. Tem uma e que é a do maior controlador privado da “estatal” de energia: Lírio Albino Parizotto. Ela é um libelo dos desmandos e das dúvidas na Celesc. Ela consagra o uso político da empresa, a má gestão e a falta de perspectivas competitivas e de retorno aos investidores (inclusive ao estado), segundo este acionista. A outra carta é a do governo Luís Henrique da Silveira, PMDB: ele está decidido a privatizar a empresa e age nos bastidores protegido por dois escudeiros joinvilenses: um é o assessor pessoal Alexandre Fernandes e o empresário e ex-presidente da ACIJ, hoje presidente executivo da Celesc, Sérgio Alves. Alguma dúvida?
Por que o governo vai fazer esta privatização? Para se livrar de um problema (a maioria apontado na carta de Lírio Parizotto); para dar competitividade à empresa e assim atender as demandas de desenvolvimento e crescimento do estado na área de energia; atrair investimentos; se livrar de um custo operacional que sangra o caixo do governo e principalmente, fazer caixa para enfrentar a queda de arrecadação do pós crise financeira, ter dinheiro para fazer frente a recomposição dos vencimentos e investimentos que passam pela Assembleia, bem como evitar uma campanha eleitoral de questionamentos dos servidores.
As faces deste jogo? O governador Luís Henrique quer a privatização, mas não quer o desgaste dos questionamentos públicos desta fase. Por isso, age fortemente nos bastidores por meio de Alexandre Fernandes e publicamente através de Sérgio Alves. Pinho Moreira “não a quer” a privatização. E faz questão de ter atitudes públicas como a renúncia, a entrevista na Assembleia Legislativa acompanhado da bancada de deputados. Teatro. O que está por detrás disso tudo? A corrida eleitoral de 2010 e os discursos.
Luís Henrique tenta se blindar o máximo possível por terceiros. Moreira se protege e tem discurso, inclusive para se associar com o PT (se a tríplice aliança com o PSDB e o DEM não derem certo). Entretanto, no fundo, todos os dois (Luís Henrique e Pinho Moreira) e o partido querem a privatização. eles sabem que ela é necessária. O que interessa é o dinheiro em casa; se livrar de uma bomba prestes a explodir; e ter uma campanha eleitoral tranquila. O resto é jogo de cena. Assim foi com o BESC. Assim será com a Celesc. O papel do esperneio caberá ao sindicato dos eletricitários, PT e PP (só por que é oposição agora) e com eles o PMDB estará bem por meio de Pinho Moreira (e por que não Luís Henrique?)
Arquivado em: Olhando a Maré, blog herculano, coluna do herculano, comentários políticos, cruzeiro do vale, herculano domicio, jornal cruzeiro, notícias de Gaspar | Etiquetado: Alexandre Fernandes, BESC, Celesc será privatizada, Eduardo Pinho Moreira, Lírio Albino Parizotto, PMDB, PP, PT, Sérgio Alves
Herculano: Como sou palpiteiro, deixo aqui minha opinião sobre a Celesc.
A Celesc sempre foi um trampolin político. Quem não se lembra de onde vieram os filhotes da ditadura, como: Arnaldo Schmitt, Wilson Kleinübing, Raimundo Colombo sem falar em outros deputados, prefeitos e vereadores que sempre se elegeram as custas da Celesc. Se projetaram policamente e agora falam outra língua. Meu amigo particular, competente, Lauro Francisco Pruner, de Brusque, filho de Augusto Pruner, funcionário da Celesc, empregou-se com Kleinübing, foi secretário particular e hoje é secretário do senador Raimundo Colombo. Cito estes fatos por ser amigo do Lauro, trabalhamos juntos, na mesma sala, na Prefeitura de Brusque. Em Gaspar cito Ernani Pamplona, Fernando da Costa Marques( Fernando Português), em Blumenau nem se fala. E agora parece que tem em Gaspar mais um vereador que também era funcionário da Celesc. É uma empresa que presta um serviço essencial à comunidade mas não deixa de ser uma máquina de fazer votos. Pedro Bornhausen não teve a mesma malandragem dos outros, não se elegeu deputado.
Voltando ao Pinho Moreira. É público que LHS não quer tê-lo como candidato ao governo, isso atrapalha seus planos.Tirando Moreira da Celesc ele perde a força,ficou sem caneta, assim como Sansão quando perdeu seus longos cabelos. A Celesc conforme vários economistas afirmam, inclusive você Herculano, começa a minar; é hora de entregar a carga. LHS será o senador mais votado na história de SC, faz acerto com todos, esquece seus leais amigos, se junta até com o diabo se for preciso, aqui em Camboriú apelidaram de PAU DÁGUA, SÓ VEM AQUI BÊBEDO, para pedir voto para o 45. O importante, para ele, é que seus planos darão certos.E nós como correligionários vamos ficar sem discurso ou vamos seguir a carreira de Adilson Schmitt, que não leva mais desaforos dessa gente. Não podemos viver do passado mais que é bom lembrar é!
Apenas para corrigir. Eu não fui, não sou e não serei economista.