O novo Hospital de Gaspar não vai abrir em Setembro. Quem garante isso? Os políticos de Gaspar.
A verba federal R$3,5 milhões para equipá-lo que o governo do Estado por sua própria vontade liberou para o Hospital, ainda está parada nos cofres do Município. Está presa na burocracia e no jogo de forças para o Hospital ser um moribundo e pedinte dos políticos como era antes de falir e fechar. Por que? Porque eles (os políticos) e os partidos – inclusive os que não mexeram uma palha por ela -, querem ser os pais da verba e assim enganar os mal informados.
Estão atrás de votos, de manchetes. As favas os doentes, as dores, os sofrimentos, os esquecidos, os pobres e necessitados deste Hospital.
O governador Luís Henrique da Silveira, PMDB, o vice Leonel Arcanjo Pavan, PSDB e o secretário da Saúde, Dado Cheren, vieram aqui no dia 27 de junho entregar o dinheiro. Oito deputados apareceram para sair na foto. Houve até quem reclamou que não tinha faixa agradecendo ao presidente Luís Inácio Lula da Silva, PT, pela generosa “esmola”, feita toda com dinheiro de todos nós, dos nossos impostos e por gente paga por nós, os políticos escolhidos por nós (pelo voto) para melhor destinar os recursos públicos para as obrigações constitucionais. Deixa para lá. Isto é outra história. E longa.
Voltando. O governador entregou os recursos dia 27 de junho e que automaticamente foi depositado do Fundo Municipal de Saúde. Só dez dias depois, na quarta-feira dia oito de julho, o prefeito Pedro Celso Zuchi, a vice Mariluci Deschamps Rosa, PT, e o secretário da Saúde, Francisco Hostins Júnior, foram à Câmara de Vereadores levar o Projeto de Lei 47/2009. Ele já estava pronto desde o dia três de julho.
Vejam só. O Projeto estava dormindo na mesa do prefeito e da sua vice enquanto o Hospital estava precisando dos recursos para saldar os compromissos assumidos com a compra de equipamentose e utensílios, os quais agora parcialmente estão sendo desfeitos. Compromissos de gente que quer ver o Hospital aberto, diferente, moderno, autosuficiente e servindo a população e não aos políticos com atitudes e sanha antiga, como os velhos coroneis da política.
Por que estava parado o Projeto? Estratégia de marketing. Porque o PT queria fazer propaganda com o dinheiro de todos os cidadãos e cidadãs para as necessidades de Gaspar. Esperou pela visita da deputada Ana Paula Lima. E ai, a comitiva foi então visitar o presidente da Câmara, José Hilário Melato, PP. Logo ele que tem liderado as ações em favor do Executivo no Legislativo. Lá fizeram um encontro, fotos e uma nota para a imprensa registrando o ato.
Leia este trecho do press release que a Câmara mandou para os veículos de comunicação e conclua você mesmo, leitor, leitora, eleitor e eleitora: “A visita teve como assunto principal, o protocolo do Ofício do Gabinete do Prefeito, pedindo aos senhores vereadores, a urgência na análise e aprovação do Projeto de Lei que autoriza o município de Gaspar a conceder repasse social ao Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro” (o grifo é do próprio release).
Conclusão. Até este momento em que posto esta nota no meu blog, 13 dias depois do governador ter entregue os recursos para o Município e há dois dias do Prefeito ter entregue o Projeto ao presidente da Câmara, José Hilário Melato não convocou nenhuma sessão extraordinária para analisar este assunto. É que os vereadores estão em férias. O Hospital vai continua esperando apesar dos muitos apelos que já fez a vereadores e inclusive ao próprio Melato para uma solução.
Todos conhecem a situação do Hospital. Sabem de suas obrigações.
Se o prefeito Pedro Celso Zuchi, a sua vice Mariluci Deschamps Rosa e o secretário Hostins estivessem mesmo interessados em liberar esta verba para o Hospital o mais rápido possível e assim contribuir decisivamente para a sua reabertura, eles teriam feito um gesto eloquente pelos gasparenses no dia em que o governador estive aqui. Sob o testemunho de todos, entregariam o Projeto de Lei ao próprio presidente da Câmara para encurtar a conversa e este uso político desta verba pela qual nem o prefeito, a sua vice, o presidente da Câmara, a deputada que o acompanhou, ou a Senadora Ideli Salvatti também citada em discursos, contribuiram para a vinda.
Aquele gesto e que não aconteceu, o de levar o Projeto no dia da entrega da verba pelo governador, se praticado, teria sido a de um estadista, acima das picuinhas e em favor da comunidade. E dele, naturalmente, renderiam reconhecimento e dividendos políticos, como quer o PT a qualquer custo.
Por outro lado. A Senadora foi clara durante a audiência pública para as emendas da bancada Federal e realizada no ano passado em Blumenau: o Hospital primeiro precisa pactuar ou pagar os seus impostos federais que estão atrasados para depois ter acesso a qualquer recurso Federal. Segundo: os recursos federais para a Saúde vão para o governo do Estado e é lá que vocês devem trabalhar para trazê-los ao Hospital de Gaspar. Foi o que se fez.
Primeiro acertou-se as dívidas com o governo Federal. Ou seja, colocou-se dinheiro de todos os cidadãos e cidadãs nos cofres do governo Lula. Depois o presidente do Conselho, Celso Oliveira; o atual gestor da reconstrução e indicado pela Bunge, Sérgio da Costa, bem como o presidente da Acig, Samir Buhatem afundaram o caminho para a Secretaria Regional de Desenvolvimento e o Paulo França, PMDB. Os R$5 milhões pretendidos e necessários fugiam a cada dia.
Um outro caminho de reforço e sensibilização foi tentado. E desta vez direto com o secretário da Saúde, Dado Cheren, com a ajuda dos deputados Rogério Peninha Mendonça, PMDB, e Giancarlo Tomelin, PSDB. Este último convenceu o secretário a vir a Gaspar e visitar o Hospital. Foi uma visita técnica, sem comitivas de políticos. Deu certo. O secretário ficou impressionado e ali mesmo diante da imprensa prometeu a liberação de R$2,5 milhões e o estudo de mais um outro R$1 milhão. E vieram os R$3,5 milhões. O resto é fantasia. Até porque na maioria dos casos em sou testemunha ocular.
E por que tanta dificuldade para liberar esses recursos federais via o governo do Estado? Porque o governo do Estado tinha outra destinação. E ninguém do PT ou do governo Federal carimbou a verba. Ou seja, ao liberá-la para o governo do Estado, indicou onde parte dela queria ou deveria ser investida.
Acorda Gaspar
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Comentário sobre Nepotismo em Gaspar. Caro Herculano: Diferente do que você possa imaginar, o seu e-mail não foi respondido imediatamente, porque como você mesmo disse, sou um grande conhecedor das Leis e Direito Tributário; e também estou bem assessorado. A Rosana Cadore realmente é minha prima, mas quem nomeia é o prefeito Municipal, portanto você deve perguntar a ele o porquê de sua nomeação e não à mim. Sou político, mas não engano ninguém. Meu compromisso é com a verdade, a transparência e a responsabilidade perante a sociedade. Você não é político, mas somos do mesmo time. Daquele time que não é dono da verdade, mas está sempre alerta, observando o vai e vem da maré. A Lei do Nepotismo em Gaspar foi amplamente discutida, analisada e divulgada. Foi com perplexidade que observei sua falta de informação sobre o assunto. Quem é gasparense de fato, aqui vive e realmente se envolve com as questões locais, na tentativa de ajudar, colaborar e fazer o certo, jamais se apega a picuinhas de valor insignificante para ter assunto ou para causar comentários sem propósito ou fundamento. Como não tive sucesso pedindo o direito de resposta ao Jornal, resolvi utilizar o seu blog para ter meu direito exercido.
José Hilário Melato, presidente da Câmara de Gaspar tem razão: eu não sou político; melhor:desqualifica-me só pelo fato de não ter nascido em Gaspar, fato que eu teria muito orgullho se isso tivesse acontecido. Melato usa um mais um argumento falso como convém aos políticos. Apesar da família dele ser daqui, ele nasceu em Brusque, por exemplo. Fato que eu não nunca usaria ou usei para desqualificá-lo nas ações por GAspar. A informação está no site da própria Câmara e que ele preside. Quem me conhece – e ele atesta que não – sabe que Gaspar me é familiar há pelo menos 50 anos.
Mas como eu escrevia, ele é político e como tal se arruma nas espertezas. E aqui está uma delas. Diz que o Jornal Cruzeiro do Vale não lhe concedeu o direito de resposta para a coluna que fiz sobre ele e o possível nepotismo. É mentira. Ele não sabe ler, ou não quis ler, ou só lê o que lhe convém, ou está querendo me gozar. Muito antes dele pedir a resposta (e que teria direito), a minha consciência e o meu caráter de não político fizeram com que eu me retratasse e lhe pedisse desculpas públicas neste blog, em 24 horas, e no próprio jornal antes da carta dele chegar à redação (e após o fechamento da edição se isso não foi proposital só para criar embaraços). Então que dívida ele reclama? Além disso, o bem assessorado Melato poderia ter contribuído para eliminar o meu equívoco antes dele ser expresso. Teve a oportunidade e preferiu a omissão que ele próprio confessa. Ou seja. Ele foi partícipe (intencional ou não) do meu erro.
Outra esperteza. Aqui neste espaço, ele fala de um assunto diferente ( o nepotismo e que abordei de forma equivocada) numa outra nota e que tem como título “Nepotismo Burla a Lei em Gaspar. Esta nota, “Hospital de Gaspar Não Vai Abrir em Setembro” onde está inserida esta participação de Melato, relata a inércia (diga-se desde já, recente se comparada ao Executivo) do Legislativo frente a Lei para liberar os recursos presos na burocracia municipal para o novo Hospital. Neste espaço, eventualmente, o político José Hilário Melato, PP, devia se pronunciar sobre este assunto e anunciando por exemplo para quando vai convocar a necessária sessão (aliás se vai) para apreciar e votar o PL 47/2009.
Eu tenho coragem de admitir meus erros e deles me penitenciar publicamente. Mais: sou transparente e dialético tanto ele me envia a carta para ser publicada neste blog e poderia escolher aopção de descartá-la. Não a fiz. Publiquei-a por minha iniciaitiva para conhecimento e julgamento dos meus leitores e leitoras. Afinal, não sou perfeito, mas detesto espertos (de todos os tipos), ainda mais quando são politicos, os quais conheço há muitos anos. E Melato sabe muito bem disso.
Parabéns Herculano. Como dizem os gaúchos: piquei os dedos e a mão do infeliz!